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02/10/2013 às 00:01 - Por Sucursais

CPI do Pedágio- Lerner vira o jogo e posa de "vítima circunstanciada"

(Foto: assessoria de imprensa) 


*Gorby Junk, de Curitiba


Se havia alguma predisposição contra o ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, em relação ao pedagiamento das estradas paranaenses firmado em seu governo, não faltou argumento para reverter a situação. Em seu depoimento na CPI do Pedágio, neste dia 1º. de outubro, Lerner afirmou que este é o momento correto para se repensar o cumprimento dos contratos de concessão no Estado. De acordo com ele, quando os contratos foram firmados em 1998, o momento político era outro, a taxa Selic girava em torno de 43% e as perspectivas de investimentos por parte do governo federal nas rodovias eram inexistentes.



 "Quando assumi em 1995, a situação de estrutura no Estado era terrível. Havia muito buraco, falta de acostamentos, sinalização não existia, era uma armadilha em cada curva, prejuízos com a perda crescente de vidas e com escoamento de safra cada vez mais comprometido. As estradas estavam lamentáveis e não havia perspectiva do governo federal em reverter o quadro. Seria cômodo ficar gritando atrás do microfone, mas a situação exigia uma solução", explicou Lerner.


De acordo com ele, nos primeiros meses de implementação do pedágio, houve uma reação social, com fechamento de cancelas em todo o Paraná, o que teria feito com que ele optasse em tentar renegociar as tarifas do pedágio com as concessionárias. "No início tentamos uma repactuação das tarifas com as concessionárias, postergando obras, mas nossa proposta foi rejeitada. 



Exatamente por isto, resolvemos reduzir unilateralmente as tarifas em 50% como uma estratégia para uma negociação, que só aconteceu em 2000", disse o ex-governador. Na época, com a crise econômica internacional, o governo do Estado resolveu fazer o primeiro acordo com as concessionárias para retomada das obras - que teria sido o aditivo de 2000. "Na ocasião, demos mais garantias para as concessionárias, mas postergamos as obras e conseguimos que as tarifas para o transporte de cargas ficasse 20% mais baixas do que no contrato original", relatou.


Anos depois, com a estabilidade econômica nacional, Lerner acredita que tenha como se reduzir o valor do pedágio. No entanto, ele alerta que não se pode colocar em risco a continuidade das obras previstas. "Hoje existem todas as condições para se reduzir o pedágio e a Agência Reguladora criada agora pode ajudar isto. Mas se existem correções, acredito que a CPI poderá dar sua contribuição. A minha maior preocupação não é o valor da tarifa. A paralisia de obras é o que me parece mais grave. Tem é que se garantir a continuidade das obras que são necessárias", disse o ex-governador.


Críticas - Lerner não citou nomes, mas garantiu que seu governo não retirou obras importantes do contrato com os aditivos realizados. "O governo que me sucedeu criou uma guerra jurídica tão grande que deu tudo o que está ocorrendo hoje. As nossas mudanças não influenciaram tanto nas obras. O que influiu foram os oito anos depois", sentenciou.


Presidente da Fetranspar concorda com a revisão dos contratos de pedágio


O presidente da Federação das Transportadoras de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, afirmou , durante depoimento na CPI DO PEDÁGIO, que é a favor de uma revisão nos contratos com as seis concessionárias de rodovias do Paraná e da redução das tarifas. Malucelli representa 20 mil empresas de transporte de cargas e confirmou ser parente de dono de concessionária. No entanto, foi claro em dizer que são necessárias algumas mudanças nas atuais regras vigentes dos aditivos contratuais. "Somos favoráveis a uma investigação da situação do pedágio no Paraná.


Nova reunião - O presidente da CPI do Pedágio, Nelson Luersen, após ouvir todos os demais deputados da comissão, marcou nova reunião ordinária para o dia 08 de outubro, onde serão ouvidos os depoimentos dos ex-diretores gerais do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) Paulinho Dalmaz (gestão Lerner) e Rogério Tizzot (gestão Requião) e do atual diretor Nelson Leal.

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Foz do Iguaçu e Cascavel vão receber audiência pública do pedágio nesta quinta-feira


As cidades de Cascavel e Foz do Iguaçu receberão Audiências Públicas na próxima quinta-feira sobre o pedágio. É que a CPI do Pedágio estará na região Oeste no dia 3 para ouvir a população local e verificar o impacto que o pedágio traz para a economia. Toda a sociedade está convidada a participar.


Às 9h, a Audiência será na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Em seguida, às 17h, será a vez de Cascavel. Até agora, os deputados fizeram audiências públicas nas cidades de Jacarezinho e Paranaguá. Estão previstas ainda reuniões extraordinárias em Maringá, Londrina, Paranavaí, Campo Mourão, Ponta Grossa e Guarapuava. (Com assessoria de imprensa) 


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Tags: CPI do Pedágio Jaime Lerner estradas pedagiadas contratos de concessão

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