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16/12/2008 às 22:17:00 - Fonte:

Azul decola de Campinas e mexe com a Gol

A Gol baixou imediatamente seu preço no destino Salvador.

*Da redação do Jornal Aeroportos

A Azul Linhas Aéreas começou ontem (15) a operar no mercado brasileiro. O primeiro vôo da companhia decolou de Campinas com destino a Salvador, por volta das 12 h. do Aeroporto Internacional de Viracopos.

Com as freqüências diárias da companhia, o terminal passará a terá 257 vôos semanais de passageiros. Até novembro esse volume era de 194 operações. A expansão foi de 32,47%. E o número pode crescer, visto que a Trip Linhas Aéreas, pretende ampliar sua malha no aeroporto no início do próximo ano.

O presidente da Azul, Pedro Janot, afirmou na última sexta-feira que a busca de informações no site da companhia pelos valores e destinos superou as expectativas. Ele salienta que o retorno em compras efetivas de bilhete também foi muito bom para os primeiros passos da empresa no mercado nacional.

A Azul parte de Campinas para Salvador e Porto Alegre. A tarifa promocional para o lançamento da companhia de Viracopos para a capital baiana é de R$ 219,00 (por trecho para viagens de ida e volta) e R$ 159,00 para a capital gaúcha. Em 14 de janeiro, a companhia aérea passa a operar mais duas rotas: Curitiba e Vitória.

Janot preferiu não revelar nem a faixa de preço que será cobrada para as capitais.

Concorrência

A entrada da Azul no mercado de aviação brasileiro mexeu com a concorrência que imediatamente reduziu os preços dos bilhetes. A Gol, por exemplo, entrou com promoções de temporada nas quais as passagens para Salvador saindo de Campinas custavam a partir de R$ 209,00 e para Porto Alegre de R$ 129,00. O executivo da Azul garantiu que não irá entrar em guerra tarifária.

No mercado, especialistas acreditam que a companhia entra forte no mercado local sem saber exatamente o que vai encontrar. “Para os críticos tenho apenas uma frase: dizem que o comandante Rolim (Rolim Amaro, fundador da TAM) fez seu primeiro vôo com apenas um passageiro”, rebateu o executivo. A base de Campinas começa com 35 pessoas.

Para ele, a crise econômica vai atrapalhar um pouco o início das atividades da companhia, mas não o suficiente para ser vista como um complicador. “A crise está esfriando o mercado, mas é necessário ressaltar que o mercado está desabastecido”, disse.

O executivo frisou que o Brasil tem mais de 180 milhões de habitantes, porém, menos de 50 milhões utilizam o transporte aéreo. Ele salientou que o aeroporto de Campinas tem um grande potencial para ser pólo de atração de público do Interior de São Paulo.

A companhia vai disponibilizar um ônibus que sairá da Capital para Campinas. “A saída será no bairro da Barra Funda” , comentou. O custo será de R$ 15,00 a R$ 20,00 e o passageiro poderá fazer o check in no veículo e também o despacho das malas.

A expectativa é de uma taxa de ocupação das aeronaves de 20% a 30% no início das operações. A Azul inicia as operações com três aviões de Embraer (dois 190 e um 195). Até o final do ano, a empresa receberá mais cinco aeronaves e até o término de 2009 a frota será de 16 equipamentos.

O presidente da companhia destacou que os passageiros contarão com serviços exclusivos como poltronas de 86 centímetros. O benefício, porém, vai custar R$ 30,00 a mais no bilhete. Janot comentou que o serviço de bordo para vôos acima de uma hora terão snacks como batatas fritas que serão servido a vontade para os embarcados na aeronave. “Os serviços de bebidas serão individualizados”, acrescentou o executivo.

Novos destinos

A partir do dia 14 de janeiro, os passageiros poderão voar pela Azul de Campinas para Curitiba e também para Vitória. Depois de junho do próximo ano, a companhia aérea pode operacionalizar vôos charters (fretados). “Essa é uma possibilidade que nós estamos estudando para a partir de julho do próximo, quando tivermos uma frota com dez aeronaves. Percebemos que há uma grande demanda para mercados como Salvador e Campinas. Essa seria uma estratégia para eventos mais capilares” , disse. Outra oportunidade de negócio que será estudada para o futuro é o code share com outras empresas aéreas para o mercado interno e também o internacional. “O fundador da empresa David Neeleman criou quatro companhias nos Estados Unidos e têm ótimas relações com grandes empresas aéreas internacionais” , afirmou.
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